Category: Esotérica
Reencarnação: um ponto de vista esotérico
admin | 5 de setembro de 2011 | 21:13 | Esotérica | Nenhum comentário

 Como poderíamos interpretar a tese do julgamento final adotada pela doutrina católica em confronto com a doutrina da reencarnação? Primeiro ponto a considerar, é que a reencarnação é um FATO, embora não possa ser considerada uma REALIDADE.

Jung argumentava com maestria que se algo existe na mente humana então é um FATO. Logo, a reencarnação é um FATO na medida em que é aceita como verdade por uma significativa parcela da população mundial.

O ponto seguinte nos leva à uma pergunta! O que em nós reencarnaria?

Muitas doutrinas e filosofias acreditam que apenas o “EU” ou o Ser Real estaria livre da morte e como consequência o EGO ou personalidade pereceria ao fim da vida do corpo físico.

Para o Catolicismo não existe reencarnação, portanto a morte significa a aniquilação total do Ser. Lembre-se de que ressureição é outra estória! 

Proponho agora um exercício mental em que ambas as teorias poderiam coexistir.

Imaginemos o momento do julgamento final. 

Você, EGO estaria frente a frente com o seu EU, a individualidade. Esta última para os teósofos, a mônada espiritual.

Neste momento crucial, você, o EU realizaria o julgamento e decidiria se esta encarnação foi proveitosa ou não, se a experiência valeu a pena ou não e mais se seria interessante deixar o peregrino prosseguir a viagem que ora se finda. 

Em caso afirmativo, o EGO poderia reencarnar para continuar a experimentação e evoluir no conhecimento e um dia desabrochar em superiores níveis de consciência. 

Caso contrário, a viagem terminaria e o EGO condenado seria aniquilado. O que seria a morte eterna! 

O EGO REENCARNANTE nada mais seria que o arquivamento na Mente Universal de todas as informações que poderiam ser descartadas em caso de não aproveitamento.

Então, seja uma experiência boa ou você poderá ser descartado ao final da sua viagem aqui no planeta Terra. 

Faço um convite especial à você: Despertai! 

Rosane Viola

www.uniconsciencia.blogspot.com

Os cegos e o Elefante
admin | 3 de maio de 2011 | 23:15 | Esotérica | Nenhum comentário

Numa cidade da Índia viviam sete sábios cegos. Como os seus conselhos eram sempre excelentes, todas as pessoas que tinham problemas recorriam à sua ajuda.

Embora fossem amigos, havia uma certa rivalidade entre eles que, de vez em quando, discutiam sobre qual seria o mais sábio.

Certa noite, depois de muito conversarem acerca da verdade da vida e não chegarem a um acordo, o sétimo sábio ficou tão aborrecido que resolveu ir morar sozinho numa caverna da montanha. Disse aos companheiros:

- Somos cegos para que possamos ouvir e entender melhor que as outras pessoas a verdade da vida. E, em vez de aconselhar os necessitados, vocês ficam aí discutindo como se quisessem ganhar uma competição. Não aguento mais!  Vou-me embora.

No dia seguinte, chegou à cidade um comerciante montado num enorme elefante. Os cegos nunca tinham tocado nesse animal e correram para a rua ao encontro dele.

O primeiro sábio apalpou a barriga do animal e declarou:

- Trata-se de um ser gigantesco e muito forte! Posso tocar nos seus músculos e eles não se movem; parecem paredes…

- Que palermice! – disse o segundo sábio, tocando nas presas do elefante. – Este animal é pontiagudo como uma lança, uma arma de guerra…

- Ambos se enganam – retorquiu o terceiro sábio, que apertava a tromba do elefante. – Este animal é idêntico a uma serpente! Mas não morde, porque não tem dentes na boca. É uma cobra mansa e macia…

- Vocês estão totalmente alucinados! – gritou o quinto sábio, que mexia nas orelhas do elefante. – Este animal não se parece com nenhum outro. Os seus movimentos são bamboleantes, como se o seu corpo fosse uma enorme cortina ambulante…

- Vejam só! – Todos vocês, mas todos mesmos, estão completamente errados! – irritou-se o sexto sábio, tocando a pequena cauda do elefante. – Este animal é como uma rocha com uma corda presa no corpo. Posso até pendurar-me nele.

E assim ficaram horas debatendo, aos gritos, os seis sábios. Até que o sétimo sábio cego, o que agora habitava a montanha, apareceu conduzido por uma criança.

Ouvindo a discussão, pediu ao menino que desenhasse no chão a figura do elefante. Quando tacteou os contornos do desenho, percebeu que todos os sábios estavam certos e enganados ao mesmo tempo. Agradeceu ao menino e afirmou:

- É assim que os homens se comportam perante a verdade. Pegam apenas numa parte, pensam que é o todo, e continuam tolos!

(História do Folclore Hindu)

Namastê!

Rosane Viola