Como poderíamos interpretar a tese do julgamento final adotada pela doutrina católica em confronto com a doutrina da reencarnação? Primeiro ponto a considerar, é que a reencarnação é um FATO, embora não possa ser considerada uma REALIDADE.

Jung argumentava com maestria que se algo existe na mente humana então é um FATO. Logo, a reencarnação é um FATO na medida em que é aceita como verdade por uma significativa parcela da população mundial.

O ponto seguinte nos leva à uma pergunta! O que em nós reencarnaria?

Muitas doutrinas e filosofias acreditam que apenas o “EU” ou o Ser Real estaria livre da morte e como consequência o EGO ou personalidade pereceria ao fim da vida do corpo físico.

Para o Catolicismo não existe reencarnação, portanto a morte significa a aniquilação total do Ser. Lembre-se de que ressureição é outra estória! 

Proponho agora um exercício mental em que ambas as teorias poderiam coexistir.

Imaginemos o momento do julgamento final. 

Você, EGO estaria frente a frente com o seu EU, a individualidade. Esta última para os teósofos, a mônada espiritual.

Neste momento crucial, você, o EU realizaria o julgamento e decidiria se esta encarnação foi proveitosa ou não, se a experiência valeu a pena ou não e mais se seria interessante deixar o peregrino prosseguir a viagem que ora se finda. 

Em caso afirmativo, o EGO poderia reencarnar para continuar a experimentação e evoluir no conhecimento e um dia desabrochar em superiores níveis de consciência. 

Caso contrário, a viagem terminaria e o EGO condenado seria aniquilado. O que seria a morte eterna! 

O EGO REENCARNANTE nada mais seria que o arquivamento na Mente Universal de todas as informações que poderiam ser descartadas em caso de não aproveitamento.

Então, seja uma experiência boa ou você poderá ser descartado ao final da sua viagem aqui no planeta Terra. 

Faço um convite especial à você: Despertai! 

Rosane Viola

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